Administrando os conflitos interiores

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Todos temos conflitos interiores. A falta de conflito é sinônimo da falta de pensamentos, de decisões, de sonhos, de projetos.

Só não enfrentam conflitos interiores os que não pensam, não refletem, não meditam.

Os conflitos interiores não são um mal em si mesmos. Conflitos interiores são parte da vida de quem sonha, de quem projeta, de quem ousa questionar, mudar, reconstruir, reavaliar, duvidar, repensar.

O salmista declara: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda eu o louvarei, a Ele que é o meu socorro, e o meu Deus” (Salmo 43:5).

Aqui vemos claramente que o salmista estava vivendo momentos de grandes conflitos interiores. Aliás, diga-se que a presença de conflitos, não significa necessariamente falta de fé ou falta de confiança em Deus. Pois, como se pode constatar, o salmista ao mesmo tempo em que admite que está com “a alma abatida e o espírito perturbado”, também demonstra a sua fé dizendo: “espera em Deus”…

Por outro lado, o grande Apóstolo Paulo também declara com muita clareza: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico” (Romanos 7:18,19). Esta é uma dura realidade: A constante luta da carne contra o espírito.

Na verdade, todos temos conflitos interiores e vivemos momentos de muitas lutas e incertezas em nossos corações e mentes.

Indubitavelmente, as grandes batalhas que enfrentamos em nosso dia a dia, são travadas em nosso interior. As lutas mais ferrenhas acontecem em nossas mentes e corações.

Isto me faz lembrar a estória de um mestre, muito sábio e perspicaz, que tinha um discípulo que o admirava de maneira muitíssimo especial, devido a sua inteligência, lucidez e discernimento aguçado.

O sábio percebendo que seu discípulo tinha dificuldades em admitir que tinha muitos conflitos interiores, chamou-o para uma conversa, e lhe confidenciou dizendo a seguinte parábola:

“Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é forte, cruel e mau, o outro é forte, mas domado, bom e amigo. Os dois vivem lutando, brigando…”

Então o jovem discípulo lhe perguntou: “E qual dos cachorros ganha a briga?”

O sábio parou, olhou bem para o seu discípulo, refletiu e respondeu: “Aquele que eu alimentar!”

 

Qual é o cachorro que você tem alimentado em seu interior?

Você alimenta o cachorro cruel e mau, ou o cachorro bom e amigo?

Você alimenta: O bem ou o mal?

Você alimenta: O amor ou o ódio?

Você alimenta: O entendimento ou a discórdia?

Você alimenta: O perdão ou o ressentimento?

Você alimenta: O equilíbrio ou o desequilíbrio?

Você alimenta: A paz ou a guerra?

Você alimenta: A amizade ou a inimizade?

Você alimenta: A simpatia ou a antipatia?

Você alimenta: A paciência ou a impaciência?

Você alimenta: A sensatez ou a estultícia?

Você alimenta: A tolerância ou a intolerância?

Você alimenta: A bondade ou a maldade?

Você alimenta: A delicadeza ou a grosseria?

Você alimenta: A decência ou a indecência?

Você alimenta: A verdade ou a mentira?

Você alimenta: A fé ou a incredulidade?

Você alimenta: A pureza ou a depravação?

Você alimenta: A moralidade ou a imoralidade?

Você alimenta: A honestidade ou a corrupção?

Você alimenta: A fidelidade ou a infidelidade?

Você alimenta: A serenidade ou a tribulação?

Você alimenta: A humildade ou a empáfia?
Faça a escolha certa, sensata e inteligente.  

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Sobre Pr. Brito

Pastor Presidente da IEBV.

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